
ARIANO nasceu em 16 de junho de 1927 na cidade de Nossa
Senhora das Neves, atual João Pessoa, e se tornou imortal da Academia
Brasileira de Letras em 1990. O escritor chegou a exercer a profissão de
advogado durante alguns anos, antes de render à paixão por escrever e retratar
o Sertão e o Nordeste brasileiro.
A influência
parterna teve papel fundamental na formação de Ariano Suassuna. O próprio
escritor afirmava que fora através da biblioteca de João Suassuna que tomou o
gosto pela leitura, com acesso às obras de Júlio Ribeiro, Eça de Queiroz,
Aluízio Azevedo, Machado de Assis e, além deles, Leonardo Mota, a quem se
referia como "o Câmara Cascudo do Ceará". Um dos maiores sucessos de
Ariano Suassuna, O Auto da Compadecida, foi escrito com base em três folhetos
de cordel de Mota. Sua primeira peça, no entanto, foi “Uma Mulher Vestida de
Sol”, escrita em 1947, quando cursava Direito em Pernambuco.
Suassuna se formou
em 1950 e chegou a exercer a profissão de advogado durante seis anos, tempo
onde também escreveu peças como Torturas de um Coração (1951), o Castigo da
Soberba (1953), O Rico Avarento (1954) e o Auto da Compadecida (1955), peça que
o projetou em todo o país.
Em 1959, em
companhia de Hermilo Borba Filho, fundou o Teatro Popular do Nordeste, que
montou em seguida a “Farsa da Boa Preguiça” e “A Caseira e a Catarina”. Porém,
no início dos anos 60, interrompeu a carreira de dramaturgo para se dedicar às
aulas de Estética na Universidade Federal de Pernambuco, onde era professor
desde 1956. Aos poucos, voltou a conciliar os trabalhos e permaneceu na UFPE até
até 1994, quando se aposentou.
Entre as principais obras da carreira de Ariano Suassuna estão “O Santo
e a Porca”, “O Auto da Compadecida”, “O Castigo da Soberba”, “Romance d’A Pedra
do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta" e "História d’O Rei
Degolado nas Caatingas do Sertão / Ao Sol da Onça Caetana".
Faleceu em Recife, no dia 23 de julho de 2014
FONTE - TRIBUNA DO NORTE